Polícia apura suposta ligação de ataques com grupo que convocou greve da PM

A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA) divulgou hoje (9) que a Polícia Civil iniciou investigações sobre os ataques contra estabelecimentos comerciais registrados horas depois de um grupo anunciar ontem (8) uma paralisação da Polícia Militar.

O coordenador-geral da Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra/Bahia), o deputado estadual Soldado Prisco, havia afirmado, na tarde de ontem (8), que a categoria parou, mas o governo estadual nega desde então e sustenta que não foram registradas faltas na corporação.

De acordo com comunicado da SSP, “indícios apontam que as ações foram coordenadas para gerar sensação de insegurança”.

A secretaria informou que foram solicitadas perícias nas munições encontradas, além de imagens de câmeras da SSP e de segurança privadas.

Equipes dos departamentos de Polícia Metropolitana (Depom) e de Inteligência Policial (DIP) também buscam testemunhas das práticas de vandalismo.

“Não temos ocorrências desta natureza e, esta coincidência com os acontecimentos, logo depois do anúncio de greve, é determinante para o início das apurações”, disse, em nota, o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito.