Muito cuidado ! Surto de conjuntivite continua

Verão passou, mas o surto de conjuntivite continua presente. A conjuntivite é uma inflamação na conjuntiva (membrana que envolve o globo ocular e a parte interna das pálpebras) e pode ser viral, bacteriana ou alérgica. Os sintomas mais comuns são olhos vermelhos, sensibilidade à luz, coceira, sensação de “areia” nos olhos, lacrimejamento e secreção ao redor dos olhos.

Em Salvador, o surto da doença levou a grande procura por remédios para aliviar os sintomas. Em muitos bairros da capital, a população enfrenta dificuldade em achar o colírio receitado pelo médico.

Nossa equipe de reportagem  percorreu alguns bairros de Salvador, do mais nobre ao periférico, atrás de colírios para conjuntivite e percebeu a escassez do medicamento.

No praiano bairro de Stella Maris, a dificuldade em achar a medicação é grande. A empresária Julieta Viana, 37 anos, está há cinco dias com conjuntivite. Segundo ela, a transmissão da doença ocorreu a partir do marido, e a preocupação aumenta já que ela mora perto do mar. “A brisa piora a situação. Meu marido já está na fase final, eu comecei agora e estou sofrendo. O colírio que o médico receitou, não acho aqui. Encontrei na Pituba”, reclama.

A estudante Jéssica Santos, 24 anos, mora em Cajazeiras e também encontrou dificuldades para achar a medicação, apesar do bairro possuir diversas farmácias. “Moro em Cajazeiras Dez e aqui não acho o Tobradex. Esse é o melhor que o médico receitou e está difícil. Rodei todas as Cajazeiras e não achei”, afirma.

O bairro com mais facilidade em achar medicamento para a conjuntivite, segundo apuração da reportagem, é a Pituba. A concentração das maiores redes de farmácias facilita a venda. A atendente de uma drogaria na Manoel Dias, Rosângela Silva, disse que atende muitas pessoas de outros bairros. “Tem gente vindo da Barra, Brotas, Lauro de Freitas, Stella Maris, vários bairros de Salvador comprar aqui”.

Prevenção

Para prevenir a indesejável doença, algumas formas de higiene ainda é o melhor remédio. Não coçar os olhos, lavar frequentemente as mãos, evitar o compartilhamento de toalhas, travesseiros e objetos pessoais, como maquiagens e óculos, evitar ambientes com muitas pessoas e, caso tenha contato com algum portador da doença, lavar imediatamente as mãos, de preferência com álcool gel, antes de tocar em qualquer objeto ou parte do corpo.

O que diz a SMS

Procurada pela redação  para esclarecer a ausência de medicamentos para conjuntivite nas prateleiras, a Secretaria Municipal de Saúde informou, em nota, que “não há surto de conjuntivite na capital e por não se tratar de uma doença de notificação compulsória, não possui esses dados”.

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