Hospital fundado por Irmã Dulce tem atendimento 100% gratuito e faz mais de 11 mil tratamentos contra câncer por mês na BA

As Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), fundadas pela futura santa brasileira em maio de 1959, oferece atendimento 100% gratuito e realiza mais de 11 mil tratamentos de câncer por mês.

Genivaldete de Jesus foi diagnosticada com câncer de mama em 2015. A paciente da Osid contou que ouviu dos médicos que só viveria por três meses, mas ela começou o tratamento na unidade médica e a fé na futura santa dá ânimo para que ela sobreviva.

“Fui diagnosticada com câncer de mama muito agressivo e que só ia viver 3 meses. Só tenho a agradecer porque eu estou viva graças a Deus e às obras”, contou Genivaldete.
Segundo dados da Osid, cerca de duas mil pessoas são atendidas todos os dias na unidade médica. São mais de 2 milhões de procedimentos ambulatoriais por ano, 18 mil internamentos e 12 mil cirurgias. Além disso, são mais de 11 mil atendimentos por mês para tratamento de câncer.

Irmã Olívia acompanhou o trabalho de Irmã Dulce para manter o hospital, que completa 60 anos, em 2019. Para ela, a futura santa está orgulhosa, pois o propósito da instituição nunca fugiu dos desejos do Anjo Bom da Bahia, como Irmã Dulce também é conhecida.

“Essa obra é um milagre. Até hoje continua sendo um milagre porque a gente vê um hospital muito grande, nessa quantidade que tem de pacientes e nunca faltou nada, uma medicação para o paciente. Porque ela sempre dizia: ‘essa obra não é minha é Deus, e o que é de Deus permanece e não vai faltar nada para o paciente'”, contou Irmã Olívia.

Segundo Irmã Olívia, a futura santa escreveu uma carta pedindo para que o presidente da instituição, Doutor Ângelo Calmon de Sá não aceitasse que a obra tivesse convênios e atendimentos particulares.

“A maior preocupação que ela sempre teve era com a porta aberta ao mais necessitados, que esse hospital, essa obra, jamais se desvirtuasse disso. Isso ela dizia verbalmente para todos os funcionários da casa, para os médicos, o conselho. E também deixou uma carta escrita ao presidente Dr. Ângelo Calmon de Sá, dizendo isso, da preocupação, e que a obra nunca tivesse convênios, atendesse particulares, sempre fosse a porta aberta para o SUS, para quem mais necessita”, revelou.

Roberta dos Santos morava em Alagoinhas, a 100 quilômetros de Salvador, quando descobriu um câncer aos 35 anos. A paciente também realiza o tratamento no Centro de Oncologia do Hospital Santo Antônio e está há cinco meses fora de casa.

“Já frequentei outros hospitais e a gente não sente esse diferencial que aqui consegue passar para todos os pacientes. Aqui foi um local onde eu consegui junto com as pessoas virar uma página da minha vida, começar uma nova etapa. É a nossa mãe Dulce, nossa Santa Dulce”, disse bastante emocionada.

Instituição auxilia pacientes de todas as idades — Foto: Reprodução/TV Bahia

Instituição auxilia pacientes de todas as idades — Foto: Reprodução/TV Bahia

Além do serviço médico, há outros setores que precisam de doações para que a obra continue atendendo os pacientes. No almoxarifado, por exemplo, ficam armazenados os produtos utilizados para o preparo das 10 mil refeições diárias. É uma média de 25 toneladas de alimentos por mês.

“Quanto mais doações a gente consegue arrecadar, menos a gente tira da conta da instituição. Então, se a gente recebe mais alimentos, significa que eu deixo de tirar do caixa da instituição para comprar alimentos. Consigo direcionar o recurso que já está na conta para uma melhoria, uma reforma, para uma compra de equipamento”, contou a assessora de marketing Mariana Pimentel.

A instituição conta com a colaboração de 10 operadoras e três telefonistas trabalhando para captar recursos para a obra. Mariana Pimentel informou que os interessados devem ligar para o número: 71 3316-8899. “Muita gente nunca entrou aqui. Não compreende o tamanho dessa instituição. Quanto maior, maior a necessidade de doações pra gente continuar mantendo”.